23 de jul. de 2011

Ohmmmm

Após 2 semanas de férias de quase pleno hedonismo, evitando até visitas chatas ao médico, começo o processo de retorno ao trabalho. Esse processo, aliás, é sempre um fracasso, pois retorno com extremo mau-humor. E alguns podem até perguntar:

- Mas vc não estava de férias, não descansou, pq essa cara?
- A resposta é óbvia, não? Pq as férias acabaram. - Sigo respondendo com muita docilidade, eheheh.

Porém, neste curto e insuficiente período de descanso, iniciei algo que há muito tempo ensaiei mas nunca concluí.

Comecei aulas de Yoga. Depois de passar mais de 10 anos testando as modalidades mais vibrantes do mundo fitness, indo de aulas de boxe, capoeira, boxe chinês, dança, pilates, jump isso, aeroaquilo, le parkour indoor e demais novidades, volto-me para a completa introspecção e simplicidade.

E espero que com a prática eu atinja o equilíbrio, alimente a minha paciência, tolerância e possa viver melhor com o que a vida me apresenta. Que não é pouco não, reconheço, mas que eu sempre dou um jeito de ver só lado ruim.

Não sei se é só uma fase, não sei se estou depositando muitas fichas, mas ela reflete um momento meu de querer encarar meus monstros interiores, aquele dragão vermelho que escapa quando provocado. E uma tentativa de só aproveitar a sua força criativa e motriz.

Venho caminhando já algum tempo, descobrindo que infelizmente, se as coisas me incomodam, não adianta trocá-las, sou eu quem tem mudar a forma de olhá-las. E isso é difícil, hein? Como tem sido difícil.

Vamos acompanhar a evolução, já fiz 3 aulas e posso garantir que pelo menos ao final delas eu saio me sentindo muito bem, mas eu estava de férias, foi fácil. Vamos ver em situações reais.  ;)

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Namastê, Beijos e Bytes

6 de jul. de 2011

Enjoy the Silence - Da série: Diálogos em Mim

- Hoje quero ver um filme light, romântico, sei lá.
- Vamos ver um filme cabeçudo sobre uma criança búlgara perdida em uma cidade deserta devastada pela guerra de...
- Nossa, pode parar! Desconsiderarei totalmente essa sugestão. Vamos ver Meia Noite em Paris, u lá, lá.
- Hunft! Vamos sentar na frente para não forçarmos a vista?
- Na frente para não forçar a vista, na frente para não forçar a vista. Parece uma velha! Eu vou para o fundo. Detesto narração simultânea na minha cabeça.
- Ok, ok. Hj eu estou boazinha.
- Aqui ó, Z 25, a cadeira do busão. ahahahahah Como eu sou engraçada! Sabe, aquela cadeira que não tem ninguém na frente no ônibus e...
- Tá, tá. Eu entendi. Vc esquece que eu sei o que vc está pensando?
- Olha lá, vai começar.

- Huum, tem um cara do meu lado que está falando muito. Saco!
- Do nosso lado, vc quer dizer. Pq vc é sempre tão egoísta, Ariana?
- Que vontade de arrancar o olho dele com uma colher.
- Arranca logo a língua que é o que está incomodando. ahahaha
- Vou dar um berro, ah se vou!
- Não, pelo amor de Deus! Eu detesto escândalo.
- Ah, agora vc diz "vc", Dona Virginiana!
- Pois é, Senhorita Ariana Quebra-Barraco, nada de baixaria. Deixa que alguém vai chamar a atenção dele.
- Mas ele fica: "pipii pipiiii piii". Se a mina dele é tão burra e precisa de explicação, leva ela no filme da Xuxa.

- OO MOCINHA! PODE FAZER SILÊNCIO?

- Xiii, falaram com a gente...
- Com vc, Ariana, com vc!


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Beijos e Bytes

21 de jun. de 2011

Chamando Shiva, chamando Shiva

Eu tenho um medo danado das mudanças. E acho que isso não é uma característica tão incomum assim.

As mudanças inevitáveis como término do colegial e faculdade levaram um bom tempo até que eu as aceitasse completamente. Aquelas que foram anunciadas, como a minha saída do coral ESPM ou do meu primeiro grupo de dança foram muito complicadas. E aquelas que eu não planejei e nem dependeram de mim, como quando meus amigos mudaram de cidade ou até de país tb foram doloridas.

Mas todos sabem que a vida é uma constante mudança. Um casamento altera sua vida, a chegada de um filho, então, nem se fala. Os anos passam, vc amadurece, muda de ideia, muda de objetivos, as pessoas vem e vão e vc tem que se acostumar com isso. Qualquer coisa pode acontecer com vc, de bom ou de ruim. E isso é tão assustador, mas é a regra do jogo, acostume-se ou tome uns remedinhos para seguir em frente.

Há alguns anos eu estava tão triste com o caminho que minha vida profissional seguia que queria mudar desesperadamente. Mas inconscientemente eu queria tudo novo e sem planejar foi o que aconteceu. Quando vi, estava em um novo emprego, morando sozinha e terminando um namoro de 11 anos. Foi bastante coisa, ufa! Mas eu acho que veio para o bem, de todos os lados.

O mais impressionante é que entre uma coisa e outra, eu estava passeando quando entrei em uma loja meio mística e acabei gostando de um anel com umas inscrições.  A vendedora, uma senhora de cabelos ruivos e olhos azuis (com aquele jeitão de feiticeira, típico dessas lojas) me disse que era de Shiva e o seu mantra grafado. Diante da minha ignorância, ela disse que ele (e não ela, como eu havia pensando) era o principal Deus indiano e que ele trazia mudança. Resolvi comprar, já que a peça tinha "falado comigo".

Ao chegar em casa fui pesquisar mais sobre Shiva e confirmei que ele promovia sim a mudança, mas era mais conhecido com o Destruidor, aquele que destrói o antigo para dar lugar às coisas novas. "Destruir" não é uma palavra reconfortante para um serzinho que não gosta muito de mudanças, né? Mas eu passei a usar o anel achando que era só um adorno. E foi exatamente o que aconteceu na minha vida. Um belo furacão e tudo começou de novo.

Hoje, depois de muito tempo e um pouco de coragem, resgatei meu anel de sua caixinha, coloquei em meu dedo e vim trabalhar. No caminho, disse algumas vezes o seu mantra. Escorada pelo texto da Clarice Lispector que aborda a mudança, (que uma amiga me deu e eu o havia esquecido na minha carteira) acordei com o desejo de um novo chacoalhão. Não sem um certo medo, mas tenho fé que vou conservar o que me faz bem nessa vida e substituir o que está me fazendo mal.

Se o anel tem poder? Não sei ao certo, acho que ele só reflete a minha vontade. Só sei que mais um ciclo tem que acabar e eu, mais do que ninguém, vou ter que encerrá-lo.

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Beijos e Bytes

16 de jun. de 2011

Pensamentos Randômicos

[Eu sei que alguns dos meus leitores buscam em meus textos motivos para dar risadas e não sairem por ai com tendências homicidas ou suicidas. Espero que meus próximos pensamentos os levem à opção inicial.]

Cansei de lidar com pessoas com inteligência emocional de uma noz moscada;

Não deveria apostar tantas fichas na minha vida profissional;

Ter princípios é um saco!

Ter princípios quando quase ninguém mais o tem é duplamente chato;

Me irrita perceber que os mentirosos são sempre mais queridos do que aqueles que falam a verdade;

Recebi esta semana um "desconvite" de casamento. Isso é, no mínimo, deselegante, para poupar-lhes de adjetivos menos elogiosos e que refletem mais o meu bom humor atual.
Este caso, obviamente, será abordado em outro post quando eu tiver condições de escrever algo minimamente imparcial. 


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Beijos e Bytes

9 de jun. de 2011

Candy Shop - Da série: Diálogos em Mim

- Huumm, chocolate. Vou querer um chocolate!
- Chocolate? Hoje nem é sexta, nada disso.
- E o que é que tem que hoje não é sexta? Por acaso as calorias queimam mais rápido no fim de semana?
- Bla bla bla. Estamos de regime e isso significa que temos que ter disciplina! E seguir as regras: doces só no sábado e domingo..
- Ai, ai que saco. Vc parece um sargento! Está toda azeda, por isso que precisa de um chocolatinho. Meio-amargo faz bem para o coração. É para ficar felizinha!
- Faz bem para o coração e vai tudo para o quadril. E eu não vou ficar nada felizinha.
- E o que a Vossa Senhoria Virginiana vai deixar eu comer?
- Nós comermos! Ariana. Nós! Eu acho que tem que ser um chá verde.
- Ecaaaa. Eu não vim nessa cafeteria chiquetê para tomar um chá verde!
- Tá, então que tal capuccino pequeno? Eu disse: PE QUE NO.
- Ah não sei. Quero tanto um chocolatinho. Está frio.
- Chocolate já disse que não.
- Ai caramba, vou pedir logo esse capuccino e parar a discussão. Pq o povo todo já está olhando para gente e eu estou com vergonha.
- Nós, estamos. Nós!

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Beijos e Bytes

8 de jun. de 2011

A vida não tem regra e isso é tão bom

Eu assisti esse vídeo http://www.youtube.com/watch?v=gJkThB_pxpw&feature=youtu.be e ele é pura poesia, pura realidade, e fiquei com tanta vontade de escrever...

O que é o amor?

Não sei dizer, sei que é uma coisa que vc não explica, só sente. É uma vontade indiscutível de estar com aquela pessoal, mesmo ela sendo tão diferente, mesmo que todo mundo te diga que tal pessoa está fora do que elas acham que combina/planejaram com/para vc.

Mesmo que ela goste de MPB e vc só ouça Rock Clássico. Ou ela seja Corintiana roxa e vc nem sabe o que é aquele cara de uniforme diferente correndo no campo.

Se ela tem o cabelo enrolado, se o dente é torto, se tem sotaque, se só veja novela, se não liga para a aparência ou se é mais jovem que vc. São tantas as diferenças, mas nada, nada disso é importante quando seus olhos sorriem ao se encontrarem com os dessa pessoa.
Quando todo o seu corpo se aninha, nesse frio, no colo dela e vc sente o seu cheiro, o seu calor. E de repente, tudo faz sentindo. Tudo que vc quer é ficar ali a vida toda ao lado dela, vivendo as coisinhas do dia a dia, que paradoxalmente vão matando aquele amor.

Mas eu acho que vale a pena reascendê-lo e cuidar dele todos os dias, mesmo nas horas ruins, mesmo quando parece mais fácil parar e procurar outro novo em folha. Mesmo que tudo nessa vida seja descartável,  aquela pessoa que te faz feliz não pode ser.

Eu acredito nas coisas que duram. E se duraram é porque o tempo que passou foi bom e justificou tudo. Vou fazer 4 anos de namoro/casamento e saiba que eu TE AMO e vc me faz muito feliz!

1 de jun. de 2011

Nada em planos

Hj acordei triste e pensativa, apesar da linda quarta-feira de outono, típica de São Paulo, com o céu azul, sol, muito frio e ar seco.

Sempre que me perguntam o que eu quero fazer daqui 5 anos ou onde quero estar, um silêncio gigante cobre a minha fala. Simplesmente não sei o que dizer. E não é que eu não pense nisso. Já me fiz essa pergunta tantas vezes que perdi a conta. Tenho planos genéricos no ambito profissional do tipo: guardar dinheiro, ter casa própria e trabalhar para não depender de ninguém.

Sempre soube o que eu não queria, mas nunca tive uma vocação, um chamado que me direcionasse. Parece que eu vivo desafiando o destino: "Vamos, apresente-me opções e eu vejo o que não quero".

A dualidade entre razão e emoção é tão forte em mim que não consigo chegar a um equilíbrio. A razão diversas vezes ganha e quando a emoção prevalece é pq ela abriu caminho na força, na explosão. E depois sempre acho que não foi o certo.

A inquietude me acompanha, me cansa. E às vezes eu só queria um pouco de férias de mim. Como eu faço isso, hein?

E sigo me perguntando sempre: "Estou certa, estou errada?" Não sei pq não faço outras perguntas menos racionais.

Hj é um daqueles dias em que eu me sinto confusa, achando que preciso chacoalhar tudo de novo, sair da zona de conforto, ir para o confronto.

Não sei, não sei de nada e o dia nem chegou na metade ainda.


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Beijos e Bytes