Em 3 dias seguidos, 3 "convites" para uma inofensiva fraude. Está no sangue. Conhecido pelo jeitinho brasileiro, nossa gente tem remédio para tudo. Sinal de criatividade e de um povo sofrido que não se entrega ou uma forma desleal de levar a vida tirando vantagem de tudo e todos?
Cena 01:
Peço um Americano na padaria e a garçonete retorna com minha comanda (aquelas de códigos de barras) e fala baixinho:
- Moça, anotei errado. Marquei um Bauru. Passa no caixa e não fala nada.
Olhei no cardápio e o lanche marcado era R$ 2,30 mais barato. Mastiguei meu sanduiche intrigada pelo pequeno drama moral. Ajo de forma honesta e aviso na hora de pagar? Provavelmente a funcionária vai tomar uma bronca e nas próximas vezes ela vai cuspir na minha comida. Ou faço a egípcia? Afinal R$ 2,30 de diferença não vão fazer falta para o dono da padaria.
Cena 02:
Fui a um dermatologista que não tem plano de saúde que me receitou exames. Ligo no Laboratório para agendar e digo que o plano de saúde cobre os exames. Pergunto o procedimento padrão nesses casos. A mocinha em bom gerundês me sugere:
- Senhora, sem a guia do plano a gente não pode estar fazendo seu exame. A Senhora pode estar passando em outro médico do seu plano e pedir para que ele te solicite com a guia.
Juuuura que vc está me pedindo para eu passar em outro médico e fraudar o pedido? Não entendo pq ela simplesmente não me disse para ligar para o meu plano de saúde e aprovar os exames, que seria bem mais óbvio e o correto. Mas a ideia de "dar um jeitinho" foi a resposta natural dela.
Cena 03:
Fui renovar a minha CNH e descobri que vou precisar fazer o tal do exame escrito no computador. E não é que me foi sugerido um "procedimento" para eu passar sem problema?
Sem querer dar lição de moral em ninguém, mesmo pq das 3 eu acabei aceitando pagar o sanduiche mais barato, então não sou tão inocente assim. Mas chegou a hora de encararmos os fatos sem hipocrisia. Não são somente os políticos que armam seus esquemas. Nossa sociedade inteira está mergulhada nessa filosofia de vida. Tanto que vc chega a se sentir mal em não querer participar. E se na hora que eu for fazer a minha prova for prejudicada pq não entrei no esquema?
Mesmo assim, me parece que nem tudo está perdido, tenho visto pessoas reclamando dessa forma de agir, mas ainda falta muito, falta olhar para o próprio umbigo, né?
Vamos pensar bem quando formos furar uma fila ou estacionar o carro rapidinho na vaga de deficiente. Não se engane, isso não é inofensivo e vc só alimenta esse sistema doente. Com certeza, isso vai voltar não só para vc.
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Beijos e Bytes
Aqui vc encontrará meus textos rascunhados, resgatados de algum lugar do passado e os novos que estão em ebulição na minha cabeça. Não há sequencia cronológica. Espero que vc se emocione, questione, reflita e se divirta!
25 de ago. de 2012
15 de ago. de 2012
Decifra-me ou te devoro
Na última empresa em que trabalhei precisei selecionar alguns profissionais para preencher uma vaga em aberto na minha área.
E foi durante as entrevistas que escrevi um texto de total tiração de sarro de alguns candidatos e os deslizes bizarros que eles cometeram durante o processo.
Porém, resolvi esperar um pouco para publicá-lo. Pelo menos até que o novo funcionário fosse contratado e a história esfriasse.
O tempo passou e achei que estava na hora certa, mas agora sou eu quem está no banco do entrevistado e relendo o texto vejo que o que escrevi não é mais tão engraçado... Tá, tá, é engraçado, mas eu ainda não consigo rir dos meus erros o suficiente para deixar a minha consciência tranquila para avacalhar os outros. Tá, só um pouquinho...
Sei que meus leitores preferiam a fase em que eu apresentava mais sarcasmo e menos consideração pelo próximo, mas é tudo culpa da Yoga. eheheehhe
Enfim, com relação às minhas últimas entrevistas para um novo emprego, tenho certeza de que foram um fiasco. Não fiz metade das perguntas que queria e deixei de argumentar alguns aspectos importantes. Eu parecia um boneco de madeira.
É incrível como tudo o que vc ensaia em casa escoa pelo ralo durante a entrevista. Será que é alguma coisa que eles colocam na água? E é mais triste ainda quando vc começa a se lembrar que deveria ter dito algo quando está a caminho do elevador, indo embora. Duh!
Vc relaciona exaustivamente seus pontos fortes e fracos e quando o entrevistador pergunta, vc diz: gaaa guuuh, errrr... Senhor! O que ocorre?
Deve haver algum mecanismo do cérebro de autossabotagem (jura que pela regra ortográfica nova isso se escreve assim?). A pessoa sabe que não pode chegar atrasada e ela chega. Sabe que tem que levar o currículo impecável, mas ela o apresenta todo marfanhado, como se tivesse saído do capacete de um soldado no front de batalha. Escolhe a melhor roupa e derruba café minutos antes.
Tsc, tsc, tsc.
Agora eu entendo e nem posso criticar o espirituoso candidato que me ligou, na época em que eu estava fazendo a seleção de um funcionário e disse:
E foi durante as entrevistas que escrevi um texto de total tiração de sarro de alguns candidatos e os deslizes bizarros que eles cometeram durante o processo.
Porém, resolvi esperar um pouco para publicá-lo. Pelo menos até que o novo funcionário fosse contratado e a história esfriasse.
O tempo passou e achei que estava na hora certa, mas agora sou eu quem está no banco do entrevistado e relendo o texto vejo que o que escrevi não é mais tão engraçado... Tá, tá, é engraçado, mas eu ainda não consigo rir dos meus erros o suficiente para deixar a minha consciência tranquila para avacalhar os outros. Tá, só um pouquinho...
Sei que meus leitores preferiam a fase em que eu apresentava mais sarcasmo e menos consideração pelo próximo, mas é tudo culpa da Yoga. eheheehhe
Enfim, com relação às minhas últimas entrevistas para um novo emprego, tenho certeza de que foram um fiasco. Não fiz metade das perguntas que queria e deixei de argumentar alguns aspectos importantes. Eu parecia um boneco de madeira.
É incrível como tudo o que vc ensaia em casa escoa pelo ralo durante a entrevista. Será que é alguma coisa que eles colocam na água? E é mais triste ainda quando vc começa a se lembrar que deveria ter dito algo quando está a caminho do elevador, indo embora. Duh!
Vc relaciona exaustivamente seus pontos fortes e fracos e quando o entrevistador pergunta, vc diz: gaaa guuuh, errrr... Senhor! O que ocorre?
Deve haver algum mecanismo do cérebro de autossabotagem (jura que pela regra ortográfica nova isso se escreve assim?). A pessoa sabe que não pode chegar atrasada e ela chega. Sabe que tem que levar o currículo impecável, mas ela o apresenta todo marfanhado, como se tivesse saído do capacete de um soldado no front de batalha. Escolhe a melhor roupa e derruba café minutos antes.
Tsc, tsc, tsc.
Agora eu entendo e nem posso criticar o espirituoso candidato que me ligou, na época em que eu estava fazendo a seleção de um funcionário e disse:
- Olááá tudo bem? Bora lá marcar entrevista para amanhã?
Eu cheguei a pensar, o cara é
tão feliz! Meu amigo íntimo já. Ai tipo assim, amei! Mas mantive a seriedade e respondi:
- Errr, não será possível caro candidato, estou olhando na
agenda e só temos horário na terça que vem. Tudo bem para vc?
- Ah, ok (meio desanimadinho eu achei. Não parecia mais tão
meu brother). E, vem cá, quantas vagas são para a de... é... tipo.. essa ai que
eu estou concorrendo?
Eu deveria ter imaginado que ele estava nervoso, sob pressão e deveria ter dado mais uma chance para ele, não é?
Not!
Agora a entrevistadora malvada vai ter que passar pelas mesmas agruras...
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Beijos e Bytes
13 de jul. de 2012
Is this the End? Parte II
Huum, um texto que fala do fim dividido em 2 partes? Está parecendo final de alguma saga de bruxos ou vampiros. eheheh
Bom, essa é a parte II, leia primeiro a parte I que está logo abaixo deste post ;)
Voltando...
Trabalhar 06 anos em uma empresa é um casamento realmente! Vc convive mais com seus colegas de trabalho do que sua família. Almoça junto, faz planos, concretiza tarefas, comete erros, faz amizades e convive com desafetos. Só que ao invés de procurar amor e sexo, como se faz no casamento (ou deveria, em um mundo ideal) vc está atrás de reconhecimento e dinheiro.
É tudo uma questão de relacionamento, como vc lida com as pessoas e com a sua carreira. Por mais racional que vc seja, sempre há emoções envolvidas. Por mais profissional que seja a sua postura, em algum momento a empatia que causa no outro vai te ajudar, ou não.
Nesta última empresa que trabalhei sou realmente muito grata por tudo que aprendi, pelas oportunidades que me deram e pelos desafios que superei. E sei que eu trouxe uma bagagem diferente do core business da empresa, até uma linguagem que estranha a das pessoas que estavam lá. E por um bom tempo foi isso que deu a liga.
Acho que é igual a um namoro, quando os opostos se atraem, mas depois, aquela qualidade tão diferente em um, que era admirada pelo outro, acaba se tornando um problema no futuro.
De repente não me via mais integrada, havia sido por tanto tempo um elemento transformador, que tinha chegado ao limite.
E logicamente eu demorei para enxergar isso. Fui me desmotivando lentamente, me afastando dos assuntos cotidianos. Fui perdendo o T, fui deixando de acreditar nas mudanças.
Quando um estalo, uma somatória de fatores me deram um tapa na cara e me disseram: "o que vc está fazendo? Pq não se arrisca, pq não volta a acreditar no que sempre desejou? A vida é curta."
Foi então que no dia 26/06, depois de uma reunião, eu disse que não estava mais de acordo e que não queria mais fazer parte daqueles projetos. Foi um ímpeto, um desabafo. E eu nem tinha outro emprego em mente. Pq até então, não tinha nem vontade de procurar outra coisa enquanto estava nesse meu antigo.
De todos os lugares que trabalhei, foi nesse em que mais coloquei a minha paixão. E na falta dela, decidir ir embora. Nos outros sempre trabalhei pensando: algo melhor vai aparecer. Neste eu pensava: dias melhores virão aqui.
Olhado agora de fora, tudo me soa meio sinistro, pq trabalhar com paixão sempre foi o que eu mais desejei. E veja só. Tendo a pensar que não deu certo, que não cumpri minha missão. Mas espera ai? Quem disse que não? Quem disse que foi uma falha?
O ciclo simplesmente acabou. Bora para outro!
É, eu não me arrependo. Na verdade, sinto saudades de algumas coisas que perdi (como sempre). Se tivesse que viver tudo de novo, mudaria uma atitude ou outra, mas manteria grande parte.
Bom, vou continuar procurando algo que façam meus olhos brilhar, algo que eu possa me dedicar, acreditar e contribuir. Será que eu estou pedindo muito, será que estou sendo muito purista? Não sei, minhas próximas experiências vão me dizer.
Um brinde a coragem (mesmo que em alguns momentos eu tenha medo)! Um dos sentimentos mais nobres, que para mim, só perde para o Amor.
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Beijos e Bytes
Bom, essa é a parte II, leia primeiro a parte I que está logo abaixo deste post ;)
Voltando...
Trabalhar 06 anos em uma empresa é um casamento realmente! Vc convive mais com seus colegas de trabalho do que sua família. Almoça junto, faz planos, concretiza tarefas, comete erros, faz amizades e convive com desafetos. Só que ao invés de procurar amor e sexo, como se faz no casamento (ou deveria, em um mundo ideal) vc está atrás de reconhecimento e dinheiro.
É tudo uma questão de relacionamento, como vc lida com as pessoas e com a sua carreira. Por mais racional que vc seja, sempre há emoções envolvidas. Por mais profissional que seja a sua postura, em algum momento a empatia que causa no outro vai te ajudar, ou não.
Nesta última empresa que trabalhei sou realmente muito grata por tudo que aprendi, pelas oportunidades que me deram e pelos desafios que superei. E sei que eu trouxe uma bagagem diferente do core business da empresa, até uma linguagem que estranha a das pessoas que estavam lá. E por um bom tempo foi isso que deu a liga.
Acho que é igual a um namoro, quando os opostos se atraem, mas depois, aquela qualidade tão diferente em um, que era admirada pelo outro, acaba se tornando um problema no futuro.
De repente não me via mais integrada, havia sido por tanto tempo um elemento transformador, que tinha chegado ao limite.
E logicamente eu demorei para enxergar isso. Fui me desmotivando lentamente, me afastando dos assuntos cotidianos. Fui perdendo o T, fui deixando de acreditar nas mudanças.
Quando um estalo, uma somatória de fatores me deram um tapa na cara e me disseram: "o que vc está fazendo? Pq não se arrisca, pq não volta a acreditar no que sempre desejou? A vida é curta."
Foi então que no dia 26/06, depois de uma reunião, eu disse que não estava mais de acordo e que não queria mais fazer parte daqueles projetos. Foi um ímpeto, um desabafo. E eu nem tinha outro emprego em mente. Pq até então, não tinha nem vontade de procurar outra coisa enquanto estava nesse meu antigo.
De todos os lugares que trabalhei, foi nesse em que mais coloquei a minha paixão. E na falta dela, decidir ir embora. Nos outros sempre trabalhei pensando: algo melhor vai aparecer. Neste eu pensava: dias melhores virão aqui.
Olhado agora de fora, tudo me soa meio sinistro, pq trabalhar com paixão sempre foi o que eu mais desejei. E veja só. Tendo a pensar que não deu certo, que não cumpri minha missão. Mas espera ai? Quem disse que não? Quem disse que foi uma falha?
O ciclo simplesmente acabou. Bora para outro!
É, eu não me arrependo. Na verdade, sinto saudades de algumas coisas que perdi (como sempre). Se tivesse que viver tudo de novo, mudaria uma atitude ou outra, mas manteria grande parte.
Bom, vou continuar procurando algo que façam meus olhos brilhar, algo que eu possa me dedicar, acreditar e contribuir. Será que eu estou pedindo muito, será que estou sendo muito purista? Não sei, minhas próximas experiências vão me dizer.
Um brinde a coragem (mesmo que em alguns momentos eu tenha medo)! Um dos sentimentos mais nobres, que para mim, só perde para o Amor.
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Beijos e Bytes
12 de jul. de 2012
Is this the End? - Parte I
É pois é, sou péssima em términos de ciclos. Tento achar que é normal, mas nunca me acostumo.
Parece que foi ontem que minha turma de colegial se despedia aos prantos prometendo que seríamos amigos para sempre.
Acho que esse foi o 1º ciclo representativo que se encerrou na minha vida.
Depois deste, vieram vários: alguns curtos, outros mais longos e dolorosos. Alguns foram encerrados, alguns eu que precisei tomar atitude.
Nunca soube o timing, acho que sempre demorei muito para decidir qualquer coisa. Sempre me fazendo milhares de perguntas: isso é o certo, é o melhor, estou sendo precipitada?
Tudo na vida são ciclos, desde a vivência em um local, até as pessoas que te cercam e que viveram com vc. Mas tudo isso acaba um dia. As pessoas vão embora, a gente muda de casa, de cidade, de emprego. É bom, dar espaço para as coisas novas. É nada, quem eu quero enganar? Tem uns que deixam um vazio danado.
Estou passando por um desses desde 26/06. Demorei para escrever pq precisava organizar os pensamentos e tentar ser coerente.
Fui eu quem tomei a iniciativa, alguns meses atrás me colocando em uma situação de xeque. Sabia que a qualquer momento a situação se definiria, mas tive que fazer algumas escolhas ou permaneceria na cômoda situação do sofrimento conhecido. Melhor do que a felicidade incerta, não?
Mas há que se ter coragem e se abrir para o novo, para a surpresa.
E a gente passa por várias fases: desde o alívio de quando acaba e vc pensa em todas as coisas chatas que não terá mais que fazer/passar. E então vc passa uns 2, 3 dias se sentindo livre, leve e solta.
Mas ai, seu cérebro lhe prega uma peça. Ele começa a te lembrar de todas as coisas boas que vc viveu tb. E vc entra em depressão. Ouve músicas romanticas melosas, se lembra a toda hora da vida que tinha e volta a pensar neuroticamente se fez a escolha certa. E então, o mais tenebroso pensamento te assalta: jamais serei feliz novamente...
E então, depois de muito mimimi, seus amigos e família, enfim as pessoas que realmente te amam, te colocam para cima e vc volta a acreditar em alguma coisa.
O que descrevi aqui parece o fim de um relacionamento? Na verdade é o fim de um casamento de 6 anos.
Fim da 1ª parte. Continue lendo amiguinho...
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Beijos e Bytes
Parece que foi ontem que minha turma de colegial se despedia aos prantos prometendo que seríamos amigos para sempre.
Acho que esse foi o 1º ciclo representativo que se encerrou na minha vida.
Depois deste, vieram vários: alguns curtos, outros mais longos e dolorosos. Alguns foram encerrados, alguns eu que precisei tomar atitude.
Nunca soube o timing, acho que sempre demorei muito para decidir qualquer coisa. Sempre me fazendo milhares de perguntas: isso é o certo, é o melhor, estou sendo precipitada?
Tudo na vida são ciclos, desde a vivência em um local, até as pessoas que te cercam e que viveram com vc. Mas tudo isso acaba um dia. As pessoas vão embora, a gente muda de casa, de cidade, de emprego. É bom, dar espaço para as coisas novas. É nada, quem eu quero enganar? Tem uns que deixam um vazio danado.
Estou passando por um desses desde 26/06. Demorei para escrever pq precisava organizar os pensamentos e tentar ser coerente.
Fui eu quem tomei a iniciativa, alguns meses atrás me colocando em uma situação de xeque. Sabia que a qualquer momento a situação se definiria, mas tive que fazer algumas escolhas ou permaneceria na cômoda situação do sofrimento conhecido. Melhor do que a felicidade incerta, não?
Mas há que se ter coragem e se abrir para o novo, para a surpresa.
E a gente passa por várias fases: desde o alívio de quando acaba e vc pensa em todas as coisas chatas que não terá mais que fazer/passar. E então vc passa uns 2, 3 dias se sentindo livre, leve e solta.
Mas ai, seu cérebro lhe prega uma peça. Ele começa a te lembrar de todas as coisas boas que vc viveu tb. E vc entra em depressão. Ouve músicas romanticas melosas, se lembra a toda hora da vida que tinha e volta a pensar neuroticamente se fez a escolha certa. E então, o mais tenebroso pensamento te assalta: jamais serei feliz novamente...
E então, depois de muito mimimi, seus amigos e família, enfim as pessoas que realmente te amam, te colocam para cima e vc volta a acreditar em alguma coisa.
O que descrevi aqui parece o fim de um relacionamento? Na verdade é o fim de um casamento de 6 anos.
Fim da 1ª parte. Continue lendo amiguinho...
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Beijos e Bytes
11 de jun. de 2012
A difícil arte de não ser mãe
Esperei passar o mês das mães para publicar este meu pequeno texto pecaminoso e imoral. Bem, é assim que as pessoas querem que eu me sinta quando digo que optei por não ser mãe.
Na verdade, o que trouxe esse assunto à tona foi uma matéria que li em uma revista feminina e cuja autoria era de uma psicóloga. Acabou me chamando a atenção pq ela dizia que na nova sociedade em que vivemos cada vez mais as mulheres optam por não ter filhos por uma série de motivos.
Imediatamente me identifiquei e pensei: "Ufa, que evolução, que bom que os tempos mudam. Não sou mais uma ínfima minoria deslocada."
Parti para a leitura com gosto. Mas qual foi a minha surpresa (ingrata, diga-se de passagem) ao chegar no fim do texto e perceber que a doutora era tachativa: Mulheres, pensem bem antes de optarem por não ter filhos, pode ser tarde de mais. Quem vai cuidar de vcs no futuro e bla, bla bla.
Isso me aborreceu profundamente. Novamente o mesmo discurso padrão, tacanho e retrógrado.
Acho tão engraçado que podemos optar por tudo nesse mundo. Aumentar os peitos, interromper a menstruação com injeções, trocar de sexo... Mas uma mulher, dona de seu próprio corpo não pode simplesmente optar por não ter filhos? É melhor ter só pq temos que ter? E criá-lo de qqr jeito? "Vc acaba se apegando, amor de mãe é incondicional!"
É mesmo? Não preciso ver muitos noticiários para relatar barbáries causadas por mães a seus próprios filhos. E tb não preciso ir muito longe para conhecer adolescentes-problema tomando remédio tarja preta pq suas mães não são capazes de educá-los.
Será mesmo que o fato de eu ter filho é garantia de que vão cuidar de mim na minha velhice? Francamente... Vá aos asilos e perguntem se os velhinhos largados ali tem filhos. A maioria tem e foram os próprios que os internaram.
Não dá para aceitar o fato de que simplesmente algumas mulheres não querem ter filhos e não nasceram para isso?
Ou será que pelo fato de eu me dar ao luxo de escolher, eu acabo jogando na cara da sociedade que eles tb poderiam ter escolhido? E que a liberdade de escolha é bem mais díficl do que a vida de gado?
Devemos aceitar os diferentes, devemos ser politicamente corretos. Mas se uma mulher não quer ser mãe, então ela deve ser convencida a sê-lo. É mesmo?
Chega desse discurso, gente! Tudo é tão relativo, tão instável. Não há garantias de nada. A única coisa que eu sei é que vou ter que arcar com as consequencias dos meus atos. De todos eles. E isso só importa a mim.
Eu não penso como vcs. E assim com eu, muitas mulheres tb não. Temos o direito à dúvida e o dever de não ter filhos se há o mínimo questionamento.
Deixo essa função para as mulheres cujo o sonho é ser mãe. Quer coisa mais linda? Uma mulher sendo mãe pq quer, pq sempre quis isso? Sei que há muitas. A sociedade não vai acabar por falta de filhos e nem pq todo mundo resolveu virar gay.
Peloamor, vai ler um livro! Assistir muita novela e reality show dá nisso.
Na verdade, o que trouxe esse assunto à tona foi uma matéria que li em uma revista feminina e cuja autoria era de uma psicóloga. Acabou me chamando a atenção pq ela dizia que na nova sociedade em que vivemos cada vez mais as mulheres optam por não ter filhos por uma série de motivos.
Imediatamente me identifiquei e pensei: "Ufa, que evolução, que bom que os tempos mudam. Não sou mais uma ínfima minoria deslocada."
Parti para a leitura com gosto. Mas qual foi a minha surpresa (ingrata, diga-se de passagem) ao chegar no fim do texto e perceber que a doutora era tachativa: Mulheres, pensem bem antes de optarem por não ter filhos, pode ser tarde de mais. Quem vai cuidar de vcs no futuro e bla, bla bla.
Isso me aborreceu profundamente. Novamente o mesmo discurso padrão, tacanho e retrógrado.
Acho tão engraçado que podemos optar por tudo nesse mundo. Aumentar os peitos, interromper a menstruação com injeções, trocar de sexo... Mas uma mulher, dona de seu próprio corpo não pode simplesmente optar por não ter filhos? É melhor ter só pq temos que ter? E criá-lo de qqr jeito? "Vc acaba se apegando, amor de mãe é incondicional!"
É mesmo? Não preciso ver muitos noticiários para relatar barbáries causadas por mães a seus próprios filhos. E tb não preciso ir muito longe para conhecer adolescentes-problema tomando remédio tarja preta pq suas mães não são capazes de educá-los.
Será mesmo que o fato de eu ter filho é garantia de que vão cuidar de mim na minha velhice? Francamente... Vá aos asilos e perguntem se os velhinhos largados ali tem filhos. A maioria tem e foram os próprios que os internaram.
Não dá para aceitar o fato de que simplesmente algumas mulheres não querem ter filhos e não nasceram para isso?
Ou será que pelo fato de eu me dar ao luxo de escolher, eu acabo jogando na cara da sociedade que eles tb poderiam ter escolhido? E que a liberdade de escolha é bem mais díficl do que a vida de gado?
Devemos aceitar os diferentes, devemos ser politicamente corretos. Mas se uma mulher não quer ser mãe, então ela deve ser convencida a sê-lo. É mesmo?
Chega desse discurso, gente! Tudo é tão relativo, tão instável. Não há garantias de nada. A única coisa que eu sei é que vou ter que arcar com as consequencias dos meus atos. De todos eles. E isso só importa a mim.
Eu não penso como vcs. E assim com eu, muitas mulheres tb não. Temos o direito à dúvida e o dever de não ter filhos se há o mínimo questionamento.
Deixo essa função para as mulheres cujo o sonho é ser mãe. Quer coisa mais linda? Uma mulher sendo mãe pq quer, pq sempre quis isso? Sei que há muitas. A sociedade não vai acabar por falta de filhos e nem pq todo mundo resolveu virar gay.
Peloamor, vai ler um livro! Assistir muita novela e reality show dá nisso.
23 de abr. de 2012
É a Vida
Eu digo que tenho o controle, vc vem e me leva as pessoas queridas.
Eu sento e planejo tudo, vc decide mandar chuva quando eu precisava de sol.
Eu afirmo que sou auto suficiente, vc me contradiz e me apresenta o amor da minha vida.
E eu pergunto, quem manda aqui afinal? Vc fica em silêncio e como sempre me deixa sem resposta.
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Beijos e Bytes
Eu sento e planejo tudo, vc decide mandar chuva quando eu precisava de sol.
Eu afirmo que sou auto suficiente, vc me contradiz e me apresenta o amor da minha vida.
E eu pergunto, quem manda aqui afinal? Vc fica em silêncio e como sempre me deixa sem resposta.
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Beijos e Bytes
27 de mar. de 2012
Ego trip
Descobri que tenho um pequeno argentino dentro de mim. Ou será que ele é um francesinho? Até preferia um francês mesmo. Mais fino, sangue europeu.
Calma, calma. Não estou grávida e nem tão pouco saí por ai experimentando novas nacionalidades.
O argentino em questão (humm, melhor colocar a letra A maiúscula na próxima vez) todos têm. Ele tb atende por Ego e pode ser maior ou menor dependendo da pessoa e do momento da sua vida.
Às vezes ele é tão grande que a pessoa ao entrar no cinema deveria comprar 2 ingressos. Outras vezes é tão pequeno que fica sentado no seu ombro soprando besteiras no seu ouvido.
E ele não é de todo mau. Em alguns momentos, com certeza, ele evitou que vc fizesse papel de idiota para pessoas que não te mereciam, mas tb já deve ter te colocado em várias batalhas territoriais fazendo vc ter que provar quem é que manda nessa p$$## ou fez vc pensar quem é vc para falar assim comigo?
E a difícil arte de controlá-lo permanece um mistério, talvez revelado apenas para os puros de coração.
Entre alimentá-lo, mantê-lo na jaula ou deixá-lo na inanição existe um árduo processo de auto-conhecimento e auto-controle.
Mais difícil ainda é quando eles todos se encontram: o meu, o seu, o do vizinho, o do motorista que está na sua frente no carro... E dai-me paciência.
O meu por exemplo, é terrível! Ele nem é tão grande (espero), mas ele fica na minha orelha me envenenado até que eu faça o que ele quer, que eu entre no seu joguinho. E eu fico tentando amordaçá-lo, aquietá-lo de forma pacífica.
Em alguns momentos até é inofensivo, quando tenho que me superar, por exemplo, em atividades físicas. Mas em outros, vejo que a diplomacia seria muito bem vinda ao invés da batalha campal.
Enfim, ele anda meio fora da casinha ultimamente e eu tendo a achar que andaram provocando ele demais.
Mas ainda sigo tentando contorná-lo para ver as coisas com clareza. Até quando? Essa eu não sei responder não.
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Beijos e Bytes
Calma, calma. Não estou grávida e nem tão pouco saí por ai experimentando novas nacionalidades.
O argentino em questão (humm, melhor colocar a letra A maiúscula na próxima vez) todos têm. Ele tb atende por Ego e pode ser maior ou menor dependendo da pessoa e do momento da sua vida.
Às vezes ele é tão grande que a pessoa ao entrar no cinema deveria comprar 2 ingressos. Outras vezes é tão pequeno que fica sentado no seu ombro soprando besteiras no seu ouvido.
E ele não é de todo mau. Em alguns momentos, com certeza, ele evitou que vc fizesse papel de idiota para pessoas que não te mereciam, mas tb já deve ter te colocado em várias batalhas territoriais fazendo vc ter que provar quem é que manda nessa p$$## ou fez vc pensar quem é vc para falar assim comigo?
E a difícil arte de controlá-lo permanece um mistério, talvez revelado apenas para os puros de coração.
Entre alimentá-lo, mantê-lo na jaula ou deixá-lo na inanição existe um árduo processo de auto-conhecimento e auto-controle.
Mais difícil ainda é quando eles todos se encontram: o meu, o seu, o do vizinho, o do motorista que está na sua frente no carro... E dai-me paciência.
O meu por exemplo, é terrível! Ele nem é tão grande (espero), mas ele fica na minha orelha me envenenado até que eu faça o que ele quer, que eu entre no seu joguinho. E eu fico tentando amordaçá-lo, aquietá-lo de forma pacífica.
Em alguns momentos até é inofensivo, quando tenho que me superar, por exemplo, em atividades físicas. Mas em outros, vejo que a diplomacia seria muito bem vinda ao invés da batalha campal.
Enfim, ele anda meio fora da casinha ultimamente e eu tendo a achar que andaram provocando ele demais.
Mas ainda sigo tentando contorná-lo para ver as coisas com clareza. Até quando? Essa eu não sei responder não.
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