Eu gosto de anos impares! Estranhamente. Pq tendo a querer que tudo seja perfeito e portanto, deveria gostar de números pares. Mas nasci em um dia ímpar de um mês ímpar de um ano ímpar e acabo de me dar conta que todos os algarísmos desta data são ímpar!!! Ok, se eu der uma forçada e somar tudo, o resultado é par.
Voltando ao raciocínio, 2011 foi um ano significativo para mim, não aconteceu nada de excepcional, mas algumas fichas caíram e acho que à partir disso, coisas novas virão.
Comecei a fazer a tão sonhada Yoga, visitei a encantadora Paris, conheci a ambígua Amsterdã e resolvi sair da minha zona de conforto. Agora, no finalzinho do ano decidi mudar de área no meu trabalho.
Vou fazer tudo aquilo que os livros de administrãção de carreira dizem para não fazer! Sair do core business da empresa para tentar uma área nova, em construção.
Sim, estou fazendo o que meu coração manda, o que meus instintos sussurram. E sim, estou com medo. Mas ser racional demais está me cansando. Quero mudar um pouco isso, quero experimentar mais, quero voltar a abrir meus horizontes.
Ao me tornar um balzaquiana percebi que comecei a ficar muito introspectiva, muito racional e por vezes até radical. Perdi aquela deliciosa insensatez dos 20 anos. (A eterna dualidade entre virgem e áries aqui muito bem representada, não?)
De certa forma é bom, ter um pouco mais de estabilidade, mas aprendi que a vida sorri para quem é flexível, para quem é resiliente.
E como sempre as pessoas que passaram por mim neste ano deixaram sua contribuição no meu aprendizado, mesmo aquelas que me fizeram sofrer, pois sem querer elas me mostraram coisas que eu não quero fazer ou me tornar.
2012 é um ano par e seguindo as minhas crenças eu não deveria me arriscar nele. Mas, f*##@-se, tô pronta, vamo lá!
Na contagem regressiva, vou pedir as 3 coisas que sempre peço: saúde para mim e meus queridos; coragem para enfrentar o que vem por ai e iluminação para decidir quando lutar e quando aceitar.
Mas pensando bem, vou acrescentar um 4º item: menos medo de errar.
Eu não sei se o mundo vai acabar mesmo em 2012 como tantos estão prevendo, mas meu desejo é que aproveitemos como se ele fosse o último!!!
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Beijos e Bytes
Aqui vc encontrará meus textos rascunhados, resgatados de algum lugar do passado e os novos que estão em ebulição na minha cabeça. Não há sequencia cronológica. Espero que vc se emocione, questione, reflita e se divirta!
23 de dez. de 2011
14 de nov. de 2011
Quando tudo vale a pena
Eu sou meio idealista, chegando a ser quase ingênua. Meu grande sonho sempre foi encontrar um trabalho apaixonante. Daqueles que a pessoa sente que nasceu para fazer aquilo e de tão realizada quase não é obrigação, vira hobbie.
É, mas eu não cheguei nesse estágio ainda. E me parece que estou cada vez mais longe disso.Tenho meus dias ruins, os péssimos, os que eu saio realizada e os pouquíssimos memoráveis.
A vida corporativa é muito fria, tudo resume-se a ser mais eficiente, a não cometer erros, a ganhar mais $, a atender o cliente e não deixá-lo ir para a concorrência. E se vc se sente feliz em resolver problemas o dia inteiro e fechar contratos, ótimo, essa vida foi feita para vc.
Eu? Estou me distanciando dessa coisa toda. Já quis ser uma profissional super respeitada que coleciona troféus e cabeças na parede. Hj, estou em um meio termo, procurando ser uma boa profissional sim, mas não às custas da minha saúde ou de outras pessoas.
Ok, não me levem a mal. As pessoas tem que trabalhar e eu não vou virar hippie e sair por ai "caminhando e cantando e seguindo a canção", mas deve existir um meio termo, não?
Foi então que no último dia 7, em meio à tantos eventos e compromissos "importantíssimos", "que não pode dar nada errado", "que o cliente nos mata se tal coisa ocorrer" apareceu um que eu pensei: "Esse tem que dar certo. Esse merece que a gente se esforce, simplesmente para que ele possa ocorrer".
Depois de tanto tempo, apareceu um evento com alma. Daquelas que transbordam, daquelas que vc vê que todos os participantes estão envolvidos de verdade.
E apesar dos problemas técnicos aparentemente insolúveis, no dia, tudo se resolveu. Assim, num passe de mágica. Não sei se era pq estávamos em um circo, ou pq a vibração das pessoas era tão boa, mas o encantamento aconteceu.
E o objetivo do evento não poderia ser mais nobre: celebrar e premiar alunos, professores e pessoas que lutam para incentivar a leitura e estimular a escrita em nosso País. E eu vi de relance que ainda é possível se apaixonar loucamente pelo que se faz.
O cliente veio nos agradecer pelo esforço, parabenizar a equipe, mas na verdade, eu que o agradeci pela oportunidade de tirar de novo os meus pés do chão.
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Beijos e Bytes
É, mas eu não cheguei nesse estágio ainda. E me parece que estou cada vez mais longe disso.Tenho meus dias ruins, os péssimos, os que eu saio realizada e os pouquíssimos memoráveis.
A vida corporativa é muito fria, tudo resume-se a ser mais eficiente, a não cometer erros, a ganhar mais $, a atender o cliente e não deixá-lo ir para a concorrência. E se vc se sente feliz em resolver problemas o dia inteiro e fechar contratos, ótimo, essa vida foi feita para vc.
Eu? Estou me distanciando dessa coisa toda. Já quis ser uma profissional super respeitada que coleciona troféus e cabeças na parede. Hj, estou em um meio termo, procurando ser uma boa profissional sim, mas não às custas da minha saúde ou de outras pessoas.
Ok, não me levem a mal. As pessoas tem que trabalhar e eu não vou virar hippie e sair por ai "caminhando e cantando e seguindo a canção", mas deve existir um meio termo, não?
Foi então que no último dia 7, em meio à tantos eventos e compromissos "importantíssimos", "que não pode dar nada errado", "que o cliente nos mata se tal coisa ocorrer" apareceu um que eu pensei: "Esse tem que dar certo. Esse merece que a gente se esforce, simplesmente para que ele possa ocorrer".
Depois de tanto tempo, apareceu um evento com alma. Daquelas que transbordam, daquelas que vc vê que todos os participantes estão envolvidos de verdade.
E apesar dos problemas técnicos aparentemente insolúveis, no dia, tudo se resolveu. Assim, num passe de mágica. Não sei se era pq estávamos em um circo, ou pq a vibração das pessoas era tão boa, mas o encantamento aconteceu.
E o objetivo do evento não poderia ser mais nobre: celebrar e premiar alunos, professores e pessoas que lutam para incentivar a leitura e estimular a escrita em nosso País. E eu vi de relance que ainda é possível se apaixonar loucamente pelo que se faz.
O cliente veio nos agradecer pelo esforço, parabenizar a equipe, mas na verdade, eu que o agradeci pela oportunidade de tirar de novo os meus pés do chão.
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Beijos e Bytes
Bonjour Paris!
Demorei para escrever, mas não fiquei parada. Andei escrevendo coisas que não queria dividir. E eis que surgiu um bom motivo para compartilhar.
Foi quando eu sumi por 10 dias (em outubro). Avisei meia dúzia de pessoas, arrumei as malas e fui para Florianóparis. aahaa (piada interna). Fui para Paris mesmo. A viagem me apareceu como uma oportunidade. Já tinha negado outros 2 convites internacionais e acho que seria um tremendo desaforo com o destino negar novamente.
Apesar de todas as dúvidas, questionamentos virginianos, todos os "não vai dar certo, não é a hora certa, não deveria sair assim e etc etc", um rápido e determinante lampejo ariano explodiu e me fez decidir viajar.
Foi a coisa mais certa a fazer. Não sei se teria me arrependido de não ir, pois sem saber o que me esperava, iria me conformar com a decisão. Mas com certeza, hj, depois da viagem, relembrando os momentos bacanas que passei, desistir da viagem teria sido uma grande pena.
Apesar de já conhecer Paris, ela me encanta completamente. É uma cidade linda, vibrante, que respira história, bom gosto e um estilo de vida invejável. Apesar do mau humor característico francês (não sei como eles podem ser assim) não senti em nenhum momento esse traço da personalidade deles. Fui com uma amiga e fomos muito bem tratadas. Obviamente que por falarmos francês (eu timida e precariamente) havia uma boa vontade maior do que se tentássemos somente o anglais.
E o que a Cidade Luz poderia me mostrar que eu não tivesse visto? Deveria recorrer ao guia e visitar somente as locações que não tinha ido de outra vez? Não, não. Não era o que ela iria me mostrar, mas como a charmosa capital se apresentou para mim desta vez.
Com a ajuda de minha amiga, conheci uma Paris menos turística, mais local. Fomos no melhor estilo slow trip, com longas paradas para o almoço, comer um doce típico, visitar as ruas mais badaladas e os pequenos becos conhecidos por poucos. Aproveitei para explorar melhor a gastronomia mais festejada do mundo, tomando vinho, experimentando a mostarda dijon, os queijos, as sobremesas, os molhos... Deixando a infinita dieta para o território nacional. Sentamos em um banco para apreciar o pôs do sol no Rio Sena e corremos em volta de suas margens. Visitamos a Sacre Coeur de noite e vi pela primeira vez a Torre piscando e faiscando fabulosamente de noite. Vê-la de qualquer ângulo, horário ou estação do ano é sempre impressionante.
Me emocionei com um concerto de Mozart na igreja Saint Sulpice e chorei copiosamente ao chegar na igreja Notre Dame acidentalmente justo na hora da missa das 18hs. Realmente uma benção e a certeza de que estava fazendo uma coisa boa. Rezei e acendi velas na maioria das igrejas, pedindo proteção para familiares/amigos queridos, agradecendo e finalmente pedindo um pouco de luz nessa minha cabecinha dura, que insiste em achar que a vida tem que ser muito levada a sério.
Na sequencia, esticamos a viagem até Amsterdã, totalmente desconhecida para ambas e que nos rendeu tb boas risadas e histórias. Bem menos radical e pervertidada do que imaginava, pensei que a cidade holandesa seria uma versão européia de Porto Seguro com pessoas caídas nas calçadas e putarias nas esquinas e becos.
De certa forma foi decepcionante descobrir que o Red Light District é passeio para crianças e família, mesmo de noite. E até os "nóia", são comportados e ficam restritos aos coffee shops. Mas divertido ver que as ruazinhas medievais abrigam igualmente padarias, farmácias, sex shops e lojas com todos os tipos, tamanhos e fomartos de pipes, ervas legalizadas e similares, de forma bastante civilizada e muitas vezes, bem humorada.
Enfim, Europa, né? O Velho Continente! Um senhor que já viveu de tudo, tem humor fino e boas maneiras.
Acho que a palavra que resume a viagem é generosidade, já que tivemos que conviver, eu e minha amiga durante os 10 dias e chegar à soluções que fossem boas para ambas. Claro que ela é muito querida para mim, mas tem seus interesses, opiniões e pontos de vista diferentes dos meus. Óbvio, ninguém é igual a ninguém. E assim em toda a viagem, fizemos praticamente tudo em conjunto e em comum acordo.
Costumo dizer que se eu fosse para o Big Brother provavelmente seria a 1ª a sair, já que costumo ser 8 ou 80, mas nessa viagem consegui ser 14, 37, 62.25 provando que eu estava errada novamente, que eu posso sim e devo ser mais flexível.
Foi como se eu tivesse vivido 1 ano em apenas 10 dias e voltei com a cabeça um pouco mais aberta. Espero sinceramente que o dia a dia não vá endurecendo-a novamente. Se ocorrer, nova desculpa para viajar, sempre!
E parafraseando minha amiga: "Espero que Paris nunca mais saia dentro de mim".
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Beijos e Bytes
Foi quando eu sumi por 10 dias (em outubro). Avisei meia dúzia de pessoas, arrumei as malas e fui para Florianóparis. aahaa (piada interna). Fui para Paris mesmo. A viagem me apareceu como uma oportunidade. Já tinha negado outros 2 convites internacionais e acho que seria um tremendo desaforo com o destino negar novamente.
Apesar de todas as dúvidas, questionamentos virginianos, todos os "não vai dar certo, não é a hora certa, não deveria sair assim e etc etc", um rápido e determinante lampejo ariano explodiu e me fez decidir viajar.
Foi a coisa mais certa a fazer. Não sei se teria me arrependido de não ir, pois sem saber o que me esperava, iria me conformar com a decisão. Mas com certeza, hj, depois da viagem, relembrando os momentos bacanas que passei, desistir da viagem teria sido uma grande pena.
Apesar de já conhecer Paris, ela me encanta completamente. É uma cidade linda, vibrante, que respira história, bom gosto e um estilo de vida invejável. Apesar do mau humor característico francês (não sei como eles podem ser assim) não senti em nenhum momento esse traço da personalidade deles. Fui com uma amiga e fomos muito bem tratadas. Obviamente que por falarmos francês (eu timida e precariamente) havia uma boa vontade maior do que se tentássemos somente o anglais.
E o que a Cidade Luz poderia me mostrar que eu não tivesse visto? Deveria recorrer ao guia e visitar somente as locações que não tinha ido de outra vez? Não, não. Não era o que ela iria me mostrar, mas como a charmosa capital se apresentou para mim desta vez.
Com a ajuda de minha amiga, conheci uma Paris menos turística, mais local. Fomos no melhor estilo slow trip, com longas paradas para o almoço, comer um doce típico, visitar as ruas mais badaladas e os pequenos becos conhecidos por poucos. Aproveitei para explorar melhor a gastronomia mais festejada do mundo, tomando vinho, experimentando a mostarda dijon, os queijos, as sobremesas, os molhos... Deixando a infinita dieta para o território nacional. Sentamos em um banco para apreciar o pôs do sol no Rio Sena e corremos em volta de suas margens. Visitamos a Sacre Coeur de noite e vi pela primeira vez a Torre piscando e faiscando fabulosamente de noite. Vê-la de qualquer ângulo, horário ou estação do ano é sempre impressionante.
Me emocionei com um concerto de Mozart na igreja Saint Sulpice e chorei copiosamente ao chegar na igreja Notre Dame acidentalmente justo na hora da missa das 18hs. Realmente uma benção e a certeza de que estava fazendo uma coisa boa. Rezei e acendi velas na maioria das igrejas, pedindo proteção para familiares/amigos queridos, agradecendo e finalmente pedindo um pouco de luz nessa minha cabecinha dura, que insiste em achar que a vida tem que ser muito levada a sério.
Na sequencia, esticamos a viagem até Amsterdã, totalmente desconhecida para ambas e que nos rendeu tb boas risadas e histórias. Bem menos radical e pervertidada do que imaginava, pensei que a cidade holandesa seria uma versão européia de Porto Seguro com pessoas caídas nas calçadas e putarias nas esquinas e becos.
De certa forma foi decepcionante descobrir que o Red Light District é passeio para crianças e família, mesmo de noite. E até os "nóia", são comportados e ficam restritos aos coffee shops. Mas divertido ver que as ruazinhas medievais abrigam igualmente padarias, farmácias, sex shops e lojas com todos os tipos, tamanhos e fomartos de pipes, ervas legalizadas e similares, de forma bastante civilizada e muitas vezes, bem humorada.
Enfim, Europa, né? O Velho Continente! Um senhor que já viveu de tudo, tem humor fino e boas maneiras.
Acho que a palavra que resume a viagem é generosidade, já que tivemos que conviver, eu e minha amiga durante os 10 dias e chegar à soluções que fossem boas para ambas. Claro que ela é muito querida para mim, mas tem seus interesses, opiniões e pontos de vista diferentes dos meus. Óbvio, ninguém é igual a ninguém. E assim em toda a viagem, fizemos praticamente tudo em conjunto e em comum acordo.
Costumo dizer que se eu fosse para o Big Brother provavelmente seria a 1ª a sair, já que costumo ser 8 ou 80, mas nessa viagem consegui ser 14, 37, 62.25 provando que eu estava errada novamente, que eu posso sim e devo ser mais flexível.
Foi como se eu tivesse vivido 1 ano em apenas 10 dias e voltei com a cabeça um pouco mais aberta. Espero sinceramente que o dia a dia não vá endurecendo-a novamente. Se ocorrer, nova desculpa para viajar, sempre!
E parafraseando minha amiga: "Espero que Paris nunca mais saia dentro de mim".
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Beijos e Bytes
25 de jul. de 2011
Vogue - Da série: Diálogos em Mim
- Deixa eu ver, melhorar o foco, luz do sol está a favor, arrumar o enquadramento. Diafragma e velocidade ok. Opa, uma borboleta, perae, perae. Isso, abre a asa, calma, não vai embora. Lá vai, vai ficar show. 1, 2 e...- Também quero! Depois tira uma minha!
- Aã? Quase perdi a foto da borboleta, caramba! Afoita, maluca! Não dá para tira foto nossa. Estamos sozinhas no parque.
- Ué, faz auto-foto, normal. Vou colocar os óculos escuros.
- Hunft. Auto-foto é bobo e nunca fica bom.
- Virgenzinha... isso ai é uma câmera digital. Vai tirando até ficar bom. Não gasta filme, viu? Tecnologia...
- Arianazinha, viemos aqui fazer fotos artísticas e sensíveis sobre a poesia das flores desabrochando no inverno.
- Bla, bla, bla. Então a gente pede para alguém tirar uma foto. Vamos ver quem.
- Vc está louca? E vamos emprestar a máquina para qualquer um?
- Ah sim, esqueci, essa máquina digital que veio de brinde na revista é muito cara e sofisticada.
- Meeeu, como vc
é debochada. A gente comprou na loja, na faça a loca. E vc bem que gosta das fotos que ela faz.
é debochada. A gente comprou na loja, na faça a loca. E vc bem que gosta das fotos que ela faz.- Auto-foto ou eu não vou parar de te importunar.
- Pena que não posso te afogar no lago, hunt. Fica parada e sorria, saco!
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Beijos e Bytes
23 de jul. de 2011
Ohmmmm
Após 2 semanas de férias de quase pleno hedonismo, evitando até visitas chatas ao médico, começo o processo de retorno ao trabalho. Esse processo, aliás, é sempre um fracasso, pois retorno com extremo mau-humor. E alguns podem até perguntar:
- Mas vc não estava de férias, não descansou, pq essa cara?
- A resposta é óbvia, não? Pq as férias acabaram. - Sigo respondendo com muita docilidade, eheheh.
Porém, neste curto e insuficiente período de descanso, iniciei algo que há muito tempo ensaiei mas nunca concluí.
Comecei aulas de Yoga. Depois de passar mais de 10 anos testando as modalidades mais vibrantes do mundo fitness, indo de aulas de boxe, capoeira, boxe chinês, dança, pilates, jump isso, aeroaquilo, le parkour indoor e demais novidades, volto-me para a completa introspecção e simplicidade.
E espero que com a prática eu atinja o equilíbrio, alimente a minha paciência, tolerância e possa viver melhor com o que a vida me apresenta. Que não é pouco não, reconheço, mas que eu sempre dou um jeito de ver só lado ruim.
Vamos acompanhar a evolução, já fiz 3 aulas e posso garantir que pelo menos ao final delas eu saio me sentindo muito bem, mas eu estava de férias, foi fácil. Vamos ver em situações reais. ;)
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Namastê, Beijos e Bytes
- Mas vc não estava de férias, não descansou, pq essa cara?
- A resposta é óbvia, não? Pq as férias acabaram. - Sigo respondendo com muita docilidade, eheheh.
Porém, neste curto e insuficiente período de descanso, iniciei algo que há muito tempo ensaiei mas nunca concluí.
Comecei aulas de Yoga. Depois de passar mais de 10 anos testando as modalidades mais vibrantes do mundo fitness, indo de aulas de boxe, capoeira, boxe chinês, dança, pilates, jump isso, aeroaquilo, le parkour indoor e demais novidades, volto-me para a completa introspecção e simplicidade.
E espero que com a prática eu atinja o equilíbrio, alimente a minha paciência, tolerância e possa viver melhor com o que a vida me apresenta. Que não é pouco não, reconheço, mas que eu sempre dou um jeito de ver só lado ruim.Não sei se é só uma fase, não sei se estou depositando muitas fichas, mas ela reflete um momento meu de querer encarar meus monstros interiores, aquele dragão vermelho que escapa quando provocado. E uma tentativa de só aproveitar a sua força criativa e motriz.
Venho caminhando já algum tempo, descobrindo que infelizmente, se as coisas me incomodam, não adianta trocá-las, sou eu quem tem mudar a forma de olhá-las. E isso é difícil, hein? Como tem sido difícil.
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Namastê, Beijos e Bytes
6 de jul. de 2011
Enjoy the Silence - Da série: Diálogos em Mim
- Hoje quero ver um filme light, romântico, sei lá.
- Vamos ver um filme cabeçudo sobre uma criança búlgara perdida em uma cidade deserta devastada pela guerra de...
- Nossa, pode parar! Desconsiderarei totalmente essa sugestão. Vamos ver Meia Noite em Paris, u lá, lá.
- Hunft! Vamos sentar na frente para não forçarmos a vista?
- Na frente para não forçar a vista, na frente para não forçar a vista. Parece uma velha! Eu vou para o fundo. Detesto narração simultânea na minha cabeça.
- Ok, ok. Hj eu estou boazinha.
- Aqui ó, Z 25, a cadeira do busão. ahahahahah Como eu sou engraçada! Sabe, aquela cadeira que não tem ninguém na frente no ônibus e...
- Tá, tá. Eu entendi. Vc esquece que eu sei o que vc está pensando?
- Olha lá, vai começar.
- Huum, tem um cara do meu lado que está falando muito. Saco!
- Do nosso lado, vc quer dizer. Pq vc é sempre tão egoísta, Ariana?
- Que vontade de arrancar o olho dele com uma colher.
- Arranca logo a língua que é o que está incomodando. ahahaha
- Vou dar um berro, ah se vou!
- Não, pelo amor de Deus! Eu detesto escândalo.
- Ah, agora vc diz "vc", Dona Virginiana!
- Pois é, Senhorita Ariana Quebra-Barraco, nada de baixaria. Deixa que alguém vai chamar a atenção dele.
- Vamos ver um filme cabeçudo sobre uma criança búlgara perdida em uma cidade deserta devastada pela guerra de...
- Nossa, pode parar! Desconsiderarei totalmente essa sugestão. Vamos ver Meia Noite em Paris, u lá, lá.
- Hunft! Vamos sentar na frente para não forçarmos a vista?
- Na frente para não forçar a vista, na frente para não forçar a vista. Parece uma velha! Eu vou para o fundo. Detesto narração simultânea na minha cabeça.
- Ok, ok. Hj eu estou boazinha.
- Aqui ó, Z 25, a cadeira do busão. ahahahahah Como eu sou engraçada! Sabe, aquela cadeira que não tem ninguém na frente no ônibus e...
- Tá, tá. Eu entendi. Vc esquece que eu sei o que vc está pensando?
- Olha lá, vai começar.
- Huum, tem um cara do meu lado que está falando muito. Saco!
- Do nosso lado, vc quer dizer. Pq vc é sempre tão egoísta, Ariana?
- Que vontade de arrancar o olho dele com uma colher.
- Arranca logo a língua que é o que está incomodando. ahahaha
- Vou dar um berro, ah se vou!
- Não, pelo amor de Deus! Eu detesto escândalo.
- Ah, agora vc diz "vc", Dona Virginiana!
- Mas ele fica: "pipii pipiiii piii". Se a mina dele é tão burra e precisa de explicação, leva ela no filme da Xuxa.
- OO MOCINHA! PODE FAZER SILÊNCIO?
- Xiii, falaram com a gente...
- Com vc, Ariana, com vc!
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Beijos e Bytes
21 de jun. de 2011
Chamando Shiva, chamando Shiva
Eu tenho um medo danado das mudanças. E acho que isso não é uma característica tão incomum assim.
O mais impressionante é que entre uma coisa e outra, eu estava passeando quando entrei em uma loja meio mística e acabei gostando de um anel com umas inscrições. A vendedora, uma senhora de cabelos ruivos e olhos azuis (com aquele jeitão de feiticeira, típico dessas lojas) me disse que era de Shiva e o seu mantra grafado. Diante da minha ignorância, ela disse que ele (e não ela, como eu havia pensando) era o principal Deus indiano e que ele trazia mudança. Resolvi comprar, já que a peça tinha "falado comigo".
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As mudanças inevitáveis como término do colegial e faculdade levaram um bom tempo até que eu as aceitasse completamente. Aquelas que foram anunciadas, como a minha saída do coral ESPM ou do meu primeiro grupo de dança foram muito complicadas. E aquelas que eu não planejei e nem dependeram de mim, como quando meus amigos mudaram de cidade ou até de país tb foram doloridas.
Mas todos sabem que a vida é uma constante mudança. Um casamento altera sua vida, a chegada de um filho, então, nem se fala. Os anos passam, vc amadurece, muda de ideia, muda de objetivos, as pessoas vem e vão e vc tem que se acostumar com isso. Qualquer coisa pode acontecer com vc, de bom ou de ruim. E isso é tão assustador, mas é a regra do jogo, acostume-se ou tome uns remedinhos para seguir em frente.
Há alguns anos eu estava tão triste com o caminho que minha vida profissional seguia que queria mudar desesperadamente. Mas inconscientemente eu queria tudo novo e sem planejar foi o que aconteceu. Quando vi, estava em um novo emprego, morando sozinha e terminando um namoro de 11 anos. Foi bastante coisa, ufa! Mas eu acho que veio para o bem, de todos os lados.
Ao chegar em casa fui pesquisar mais sobre Shiva e confirmei que ele promovia sim a mudança, mas era mais conhecido com o Destruidor, aquele que destrói o antigo para dar lugar às coisas novas. "Destruir" não é uma palavra reconfortante para um serzinho que não gosta muito de mudanças, né? Mas eu passei a usar o anel achando que era só um adorno. E foi exatamente o que aconteceu na minha vida. Um belo furacão e tudo começou de novo.
Hoje, depois de muito tempo e um pouco de coragem, resgatei meu anel de sua caixinha, coloquei em meu dedo e vim trabalhar. No caminho, disse algumas vezes o seu mantra. Escorada pelo texto da Clarice Lispector que aborda a mudança, (que uma amiga me deu e eu o havia esquecido na minha carteira) acordei com o desejo de um novo chacoalhão. Não sem um certo medo, mas tenho fé que vou conservar o que me faz bem nessa vida e substituir o que está me fazendo mal.
Se o anel tem poder? Não sei ao certo, acho que ele só reflete a minha vontade. Só sei que mais um ciclo tem que acabar e eu, mais do que ninguém, vou ter que encerrá-lo.
Beijos e Bytes
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