Qual o momento certo para vc se desligar de algo e começar um novo?
Vc se planeja, coloca um deadline?
Faz todos os cruzamentos e ponderações sobre pontos positivos e negativos? Pensa no momento certo, na conjunção dos astros, ou simplesmente vai lá e muda tudo?
Parece tão fácil estipular as metas, os prazos e traçar o plano da sua vida como se fosse uma partida de War (essa é para quem tem mais de 25 anos eheheh). Ou a sua vida está mais para o tabuleiro do Jogo da Vida? Onde os dados indicam se vc vai casar, vai para faculdade ou de repente terá 3 filhos?
É tão difícil para mim, lutar contra a imprevisibilidade da vida, contra a impotência em prever todos os meus passos e os do universo. Mas é tão prepotente eu achar que tenho a menor chance de fazer isso.
Se as poucas coisas que planejei deram certo é pq houve colaboração divina, caso contrário nenhum planejamento por mais perfeito que fosse surtiria o menor efeito. E todas as outras coisas boas que aconteceram na minha vida sem o menor planejamento?
E seria tão chato se tudo seguisse um roteiro. Onde estaria a surpresa (que tanto adoro), onde entraria a espontaneidade?
Já sei! Largo tudo ao acaso, vou seguir por ai sem lenço e sem documento, com uma banda de maçã e outra de reggae.
Huum, também acho que não...
E então o bom e velho ditado que sempre martela em minha cabeça volta a soar: a virtude está no meio. A virtude está no meio.... (assim com som de eco na caverna e voz meio fantasmagórica).
E eu decido que algumas coisas eu não vou decidir, vou sentir. E pronto! Seja o que Deus quiser.
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Beijos & Bytes
Aqui vc encontrará meus textos rascunhados, resgatados de algum lugar do passado e os novos que estão em ebulição na minha cabeça. Não há sequencia cronológica. Espero que vc se emocione, questione, reflita e se divirta!
16 de jan. de 2012
2 de jan. de 2012
Sem expectativas, por favor! - Parte II
[Comece lendo a parte I, post antes deste] :)
O jantar transcorreu normalmente, a comida estava ótima, o papo bom e estouramos a champanhe como manda o figurino. Desejos, promessas, fogos e uma discreta lágrima. Processo Virada: completo.
Chovia teimosamente e eu o namorido resolvemos fazer a ronda do Reveillon, passando nas casas de amigos e familiares.
Uma passada nos pais do Cláudio, uma checada no celular para ver se não tinha convites para balada e seguimos para a casa da Mari, irmã da Cilu, minha amiga de infância.
Conversa vai, bebidinha vem, mais uma cerejinha, experimenta esse vinho, toma mais uma latinha de cerveja, dá umas risadas, lembra um pouco do passado... E 1º de janeiro foi acontecendo, de mansinho, divertido, inesperado.
Quase 5h da matina e estranhamente eu e o Cláudio ainda tínhamos gás! E lá fomos nós passear de Fusquinha pela São Paulo molhada, semi-deserta e pincelada de pessoas de branco embriagadas.
Tomamos um cafezinho com pão de queijo em uma das mais lotadas padarias de SP, que maravilhosamente estava vazia. E resolvemos assim, esperar mais um pouco para ver o sol nascer.
Coisa de filme ou não, São Pedro gostou da nossa ideia e deu uma segurada na chuva. Ainda pingava, mas bem diferente do dilúvio da meia noite.
Às 6h10, não ouvi música quando o sol surgiu e ele estava meio encoberto, mas confesso que me emocionei e de tão simples, tão despretensioso essa virada foi deliciosa.
E parando para pensar, foi a companhia de pessoas que tanto amo que tornou a chegada de 2012 tão especial.
Av. 23 de Maio Amanhece em 01/01.
Repare no canto esquerdo inferior da foto, nosso valente Fusquinha Amarelo! ;)
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Beijos e Bytes
O jantar transcorreu normalmente, a comida estava ótima, o papo bom e estouramos a champanhe como manda o figurino. Desejos, promessas, fogos e uma discreta lágrima. Processo Virada: completo.
Chovia teimosamente e eu o namorido resolvemos fazer a ronda do Reveillon, passando nas casas de amigos e familiares.
Uma passada nos pais do Cláudio, uma checada no celular para ver se não tinha convites para balada e seguimos para a casa da Mari, irmã da Cilu, minha amiga de infância.
Conversa vai, bebidinha vem, mais uma cerejinha, experimenta esse vinho, toma mais uma latinha de cerveja, dá umas risadas, lembra um pouco do passado... E 1º de janeiro foi acontecendo, de mansinho, divertido, inesperado.
Quase 5h da matina e estranhamente eu e o Cláudio ainda tínhamos gás! E lá fomos nós passear de Fusquinha pela São Paulo molhada, semi-deserta e pincelada de pessoas de branco embriagadas.
Tomamos um cafezinho com pão de queijo em uma das mais lotadas padarias de SP, que maravilhosamente estava vazia. E resolvemos assim, esperar mais um pouco para ver o sol nascer.
Coisa de filme ou não, São Pedro gostou da nossa ideia e deu uma segurada na chuva. Ainda pingava, mas bem diferente do dilúvio da meia noite.
Às 6h10, não ouvi música quando o sol surgiu e ele estava meio encoberto, mas confesso que me emocionei e de tão simples, tão despretensioso essa virada foi deliciosa.
E parando para pensar, foi a companhia de pessoas que tanto amo que tornou a chegada de 2012 tão especial.
Av. 23 de Maio Amanhece em 01/01.
Repare no canto esquerdo inferior da foto, nosso valente Fusquinha Amarelo! ;)
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Beijos e Bytes
Sem expectativas, por favor!
Sim, eu crio expectativas, principalmente com datas. Meu aniversário e 31/12 são as campeãs. Sempre fico pensando que esses dias tem que ser perfeitos, altamente festivos e inesquecíveis. Não está nos meus planos passar essas datas debaixo de chuva, ter uma D.R. ou passar o dia resolvendo problemas.
Mas então, a vida real cospe na minha cara suas coisas mundanas. Me relembra que não estou em um musical e pássaros e esquilos não vão me ajudar a ter um dia mágico.
Em dezembro do falecido 2011 eu percebi que a minha tradicional programação de Reveillon Perfeito não iria acontecer. Eu estaria milhares de km de Paris, Nova York ou Buenos Aires. Que eu não iria para a praia em um luau espetacular em uma ilha paradisíaca, que eu não tinha a mais remota chance de ir para uma festa maravilhosa na cobertura de algum prédio bacanaites em SP.
Passei pelo processo inicial do desespero: tinha que a qualquer custo chegar perto de algum dos destinos acima. Not! Isso nunca funciona. Então, caminhei para a negação: isso tudo é ridículo, o mundo vai acabar mesmo, eu odeio muito tudo isso e bla bla bla. E ai, com avançar do fim do mês cheguei a aceitação: ok, é o que temos, Sampa sem planos it is.
Na semana que antecedeu o ano novo, fiz meus pequenos rituais virginianos de limpeza da casa, armários e adjacências. Comprei a lingerie da virada e me resignei a ceiar com minha família. Na véspera da véspera enfrentei um problema doméstico de vazamento de água no banheiro - o que me deixou tremendamente enfurecida e duplamente decepcionada. O dia 31 amanheceu chuvoso, daqueles de cortar os pulsos e durante o último banho do ano eu prometi que passaria dignamente a virada, sem choro ou cara feia. Ninguém merecia a minha DPR (Depressão Pré Reveillon).
Fiz tudo mecanicamente, coloquei a roupa programada, na hora programada e partimos para os meus pais. Não que seja ruim estar com eles, mas é comum. Igual a qualquer domingo.
... continua em outro post
Mas então, a vida real cospe na minha cara suas coisas mundanas. Me relembra que não estou em um musical e pássaros e esquilos não vão me ajudar a ter um dia mágico.
Em dezembro do falecido 2011 eu percebi que a minha tradicional programação de Reveillon Perfeito não iria acontecer. Eu estaria milhares de km de Paris, Nova York ou Buenos Aires. Que eu não iria para a praia em um luau espetacular em uma ilha paradisíaca, que eu não tinha a mais remota chance de ir para uma festa maravilhosa na cobertura de algum prédio bacanaites em SP.
Passei pelo processo inicial do desespero: tinha que a qualquer custo chegar perto de algum dos destinos acima. Not! Isso nunca funciona. Então, caminhei para a negação: isso tudo é ridículo, o mundo vai acabar mesmo, eu odeio muito tudo isso e bla bla bla. E ai, com avançar do fim do mês cheguei a aceitação: ok, é o que temos, Sampa sem planos it is.
Na semana que antecedeu o ano novo, fiz meus pequenos rituais virginianos de limpeza da casa, armários e adjacências. Comprei a lingerie da virada e me resignei a ceiar com minha família. Na véspera da véspera enfrentei um problema doméstico de vazamento de água no banheiro - o que me deixou tremendamente enfurecida e duplamente decepcionada. O dia 31 amanheceu chuvoso, daqueles de cortar os pulsos e durante o último banho do ano eu prometi que passaria dignamente a virada, sem choro ou cara feia. Ninguém merecia a minha DPR (Depressão Pré Reveillon).
Fiz tudo mecanicamente, coloquei a roupa programada, na hora programada e partimos para os meus pais. Não que seja ruim estar com eles, mas é comum. Igual a qualquer domingo.
... continua em outro post
23 de dez. de 2011
E 2011 se despede
Eu gosto de anos impares! Estranhamente. Pq tendo a querer que tudo seja perfeito e portanto, deveria gostar de números pares. Mas nasci em um dia ímpar de um mês ímpar de um ano ímpar e acabo de me dar conta que todos os algarísmos desta data são ímpar!!! Ok, se eu der uma forçada e somar tudo, o resultado é par.
Voltando ao raciocínio, 2011 foi um ano significativo para mim, não aconteceu nada de excepcional, mas algumas fichas caíram e acho que à partir disso, coisas novas virão.
Comecei a fazer a tão sonhada Yoga, visitei a encantadora Paris, conheci a ambígua Amsterdã e resolvi sair da minha zona de conforto. Agora, no finalzinho do ano decidi mudar de área no meu trabalho.
Vou fazer tudo aquilo que os livros de administrãção de carreira dizem para não fazer! Sair do core business da empresa para tentar uma área nova, em construção.
Sim, estou fazendo o que meu coração manda, o que meus instintos sussurram. E sim, estou com medo. Mas ser racional demais está me cansando. Quero mudar um pouco isso, quero experimentar mais, quero voltar a abrir meus horizontes.
Ao me tornar um balzaquiana percebi que comecei a ficar muito introspectiva, muito racional e por vezes até radical. Perdi aquela deliciosa insensatez dos 20 anos. (A eterna dualidade entre virgem e áries aqui muito bem representada, não?)
De certa forma é bom, ter um pouco mais de estabilidade, mas aprendi que a vida sorri para quem é flexível, para quem é resiliente.
E como sempre as pessoas que passaram por mim neste ano deixaram sua contribuição no meu aprendizado, mesmo aquelas que me fizeram sofrer, pois sem querer elas me mostraram coisas que eu não quero fazer ou me tornar.
2012 é um ano par e seguindo as minhas crenças eu não deveria me arriscar nele. Mas, f*##@-se, tô pronta, vamo lá!
Na contagem regressiva, vou pedir as 3 coisas que sempre peço: saúde para mim e meus queridos; coragem para enfrentar o que vem por ai e iluminação para decidir quando lutar e quando aceitar.
Mas pensando bem, vou acrescentar um 4º item: menos medo de errar.
Eu não sei se o mundo vai acabar mesmo em 2012 como tantos estão prevendo, mas meu desejo é que aproveitemos como se ele fosse o último!!!
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Beijos e Bytes
Voltando ao raciocínio, 2011 foi um ano significativo para mim, não aconteceu nada de excepcional, mas algumas fichas caíram e acho que à partir disso, coisas novas virão.
Comecei a fazer a tão sonhada Yoga, visitei a encantadora Paris, conheci a ambígua Amsterdã e resolvi sair da minha zona de conforto. Agora, no finalzinho do ano decidi mudar de área no meu trabalho.
Vou fazer tudo aquilo que os livros de administrãção de carreira dizem para não fazer! Sair do core business da empresa para tentar uma área nova, em construção.
Sim, estou fazendo o que meu coração manda, o que meus instintos sussurram. E sim, estou com medo. Mas ser racional demais está me cansando. Quero mudar um pouco isso, quero experimentar mais, quero voltar a abrir meus horizontes.
Ao me tornar um balzaquiana percebi que comecei a ficar muito introspectiva, muito racional e por vezes até radical. Perdi aquela deliciosa insensatez dos 20 anos. (A eterna dualidade entre virgem e áries aqui muito bem representada, não?)
De certa forma é bom, ter um pouco mais de estabilidade, mas aprendi que a vida sorri para quem é flexível, para quem é resiliente.
E como sempre as pessoas que passaram por mim neste ano deixaram sua contribuição no meu aprendizado, mesmo aquelas que me fizeram sofrer, pois sem querer elas me mostraram coisas que eu não quero fazer ou me tornar.
2012 é um ano par e seguindo as minhas crenças eu não deveria me arriscar nele. Mas, f*##@-se, tô pronta, vamo lá!
Na contagem regressiva, vou pedir as 3 coisas que sempre peço: saúde para mim e meus queridos; coragem para enfrentar o que vem por ai e iluminação para decidir quando lutar e quando aceitar.
Mas pensando bem, vou acrescentar um 4º item: menos medo de errar.
Eu não sei se o mundo vai acabar mesmo em 2012 como tantos estão prevendo, mas meu desejo é que aproveitemos como se ele fosse o último!!!
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Beijos e Bytes
14 de nov. de 2011
Quando tudo vale a pena
Eu sou meio idealista, chegando a ser quase ingênua. Meu grande sonho sempre foi encontrar um trabalho apaixonante. Daqueles que a pessoa sente que nasceu para fazer aquilo e de tão realizada quase não é obrigação, vira hobbie.
É, mas eu não cheguei nesse estágio ainda. E me parece que estou cada vez mais longe disso.Tenho meus dias ruins, os péssimos, os que eu saio realizada e os pouquíssimos memoráveis.
A vida corporativa é muito fria, tudo resume-se a ser mais eficiente, a não cometer erros, a ganhar mais $, a atender o cliente e não deixá-lo ir para a concorrência. E se vc se sente feliz em resolver problemas o dia inteiro e fechar contratos, ótimo, essa vida foi feita para vc.
Eu? Estou me distanciando dessa coisa toda. Já quis ser uma profissional super respeitada que coleciona troféus e cabeças na parede. Hj, estou em um meio termo, procurando ser uma boa profissional sim, mas não às custas da minha saúde ou de outras pessoas.
Ok, não me levem a mal. As pessoas tem que trabalhar e eu não vou virar hippie e sair por ai "caminhando e cantando e seguindo a canção", mas deve existir um meio termo, não?
Foi então que no último dia 7, em meio à tantos eventos e compromissos "importantíssimos", "que não pode dar nada errado", "que o cliente nos mata se tal coisa ocorrer" apareceu um que eu pensei: "Esse tem que dar certo. Esse merece que a gente se esforce, simplesmente para que ele possa ocorrer".
Depois de tanto tempo, apareceu um evento com alma. Daquelas que transbordam, daquelas que vc vê que todos os participantes estão envolvidos de verdade.
E apesar dos problemas técnicos aparentemente insolúveis, no dia, tudo se resolveu. Assim, num passe de mágica. Não sei se era pq estávamos em um circo, ou pq a vibração das pessoas era tão boa, mas o encantamento aconteceu.
E o objetivo do evento não poderia ser mais nobre: celebrar e premiar alunos, professores e pessoas que lutam para incentivar a leitura e estimular a escrita em nosso País. E eu vi de relance que ainda é possível se apaixonar loucamente pelo que se faz.
O cliente veio nos agradecer pelo esforço, parabenizar a equipe, mas na verdade, eu que o agradeci pela oportunidade de tirar de novo os meus pés do chão.
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Beijos e Bytes
É, mas eu não cheguei nesse estágio ainda. E me parece que estou cada vez mais longe disso.Tenho meus dias ruins, os péssimos, os que eu saio realizada e os pouquíssimos memoráveis.
A vida corporativa é muito fria, tudo resume-se a ser mais eficiente, a não cometer erros, a ganhar mais $, a atender o cliente e não deixá-lo ir para a concorrência. E se vc se sente feliz em resolver problemas o dia inteiro e fechar contratos, ótimo, essa vida foi feita para vc.
Eu? Estou me distanciando dessa coisa toda. Já quis ser uma profissional super respeitada que coleciona troféus e cabeças na parede. Hj, estou em um meio termo, procurando ser uma boa profissional sim, mas não às custas da minha saúde ou de outras pessoas.
Ok, não me levem a mal. As pessoas tem que trabalhar e eu não vou virar hippie e sair por ai "caminhando e cantando e seguindo a canção", mas deve existir um meio termo, não?
Foi então que no último dia 7, em meio à tantos eventos e compromissos "importantíssimos", "que não pode dar nada errado", "que o cliente nos mata se tal coisa ocorrer" apareceu um que eu pensei: "Esse tem que dar certo. Esse merece que a gente se esforce, simplesmente para que ele possa ocorrer".
Depois de tanto tempo, apareceu um evento com alma. Daquelas que transbordam, daquelas que vc vê que todos os participantes estão envolvidos de verdade.
E apesar dos problemas técnicos aparentemente insolúveis, no dia, tudo se resolveu. Assim, num passe de mágica. Não sei se era pq estávamos em um circo, ou pq a vibração das pessoas era tão boa, mas o encantamento aconteceu.
E o objetivo do evento não poderia ser mais nobre: celebrar e premiar alunos, professores e pessoas que lutam para incentivar a leitura e estimular a escrita em nosso País. E eu vi de relance que ainda é possível se apaixonar loucamente pelo que se faz.
O cliente veio nos agradecer pelo esforço, parabenizar a equipe, mas na verdade, eu que o agradeci pela oportunidade de tirar de novo os meus pés do chão.
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Beijos e Bytes
Bonjour Paris!
Demorei para escrever, mas não fiquei parada. Andei escrevendo coisas que não queria dividir. E eis que surgiu um bom motivo para compartilhar.
Foi quando eu sumi por 10 dias (em outubro). Avisei meia dúzia de pessoas, arrumei as malas e fui para Florianóparis. aahaa (piada interna). Fui para Paris mesmo. A viagem me apareceu como uma oportunidade. Já tinha negado outros 2 convites internacionais e acho que seria um tremendo desaforo com o destino negar novamente.
Apesar de todas as dúvidas, questionamentos virginianos, todos os "não vai dar certo, não é a hora certa, não deveria sair assim e etc etc", um rápido e determinante lampejo ariano explodiu e me fez decidir viajar.
Foi a coisa mais certa a fazer. Não sei se teria me arrependido de não ir, pois sem saber o que me esperava, iria me conformar com a decisão. Mas com certeza, hj, depois da viagem, relembrando os momentos bacanas que passei, desistir da viagem teria sido uma grande pena.
Apesar de já conhecer Paris, ela me encanta completamente. É uma cidade linda, vibrante, que respira história, bom gosto e um estilo de vida invejável. Apesar do mau humor característico francês (não sei como eles podem ser assim) não senti em nenhum momento esse traço da personalidade deles. Fui com uma amiga e fomos muito bem tratadas. Obviamente que por falarmos francês (eu timida e precariamente) havia uma boa vontade maior do que se tentássemos somente o anglais.
E o que a Cidade Luz poderia me mostrar que eu não tivesse visto? Deveria recorrer ao guia e visitar somente as locações que não tinha ido de outra vez? Não, não. Não era o que ela iria me mostrar, mas como a charmosa capital se apresentou para mim desta vez.
Com a ajuda de minha amiga, conheci uma Paris menos turística, mais local. Fomos no melhor estilo slow trip, com longas paradas para o almoço, comer um doce típico, visitar as ruas mais badaladas e os pequenos becos conhecidos por poucos. Aproveitei para explorar melhor a gastronomia mais festejada do mundo, tomando vinho, experimentando a mostarda dijon, os queijos, as sobremesas, os molhos... Deixando a infinita dieta para o território nacional. Sentamos em um banco para apreciar o pôs do sol no Rio Sena e corremos em volta de suas margens. Visitamos a Sacre Coeur de noite e vi pela primeira vez a Torre piscando e faiscando fabulosamente de noite. Vê-la de qualquer ângulo, horário ou estação do ano é sempre impressionante.
Me emocionei com um concerto de Mozart na igreja Saint Sulpice e chorei copiosamente ao chegar na igreja Notre Dame acidentalmente justo na hora da missa das 18hs. Realmente uma benção e a certeza de que estava fazendo uma coisa boa. Rezei e acendi velas na maioria das igrejas, pedindo proteção para familiares/amigos queridos, agradecendo e finalmente pedindo um pouco de luz nessa minha cabecinha dura, que insiste em achar que a vida tem que ser muito levada a sério.
Na sequencia, esticamos a viagem até Amsterdã, totalmente desconhecida para ambas e que nos rendeu tb boas risadas e histórias. Bem menos radical e pervertidada do que imaginava, pensei que a cidade holandesa seria uma versão européia de Porto Seguro com pessoas caídas nas calçadas e putarias nas esquinas e becos.
De certa forma foi decepcionante descobrir que o Red Light District é passeio para crianças e família, mesmo de noite. E até os "nóia", são comportados e ficam restritos aos coffee shops. Mas divertido ver que as ruazinhas medievais abrigam igualmente padarias, farmácias, sex shops e lojas com todos os tipos, tamanhos e fomartos de pipes, ervas legalizadas e similares, de forma bastante civilizada e muitas vezes, bem humorada.
Enfim, Europa, né? O Velho Continente! Um senhor que já viveu de tudo, tem humor fino e boas maneiras.
Acho que a palavra que resume a viagem é generosidade, já que tivemos que conviver, eu e minha amiga durante os 10 dias e chegar à soluções que fossem boas para ambas. Claro que ela é muito querida para mim, mas tem seus interesses, opiniões e pontos de vista diferentes dos meus. Óbvio, ninguém é igual a ninguém. E assim em toda a viagem, fizemos praticamente tudo em conjunto e em comum acordo.
Costumo dizer que se eu fosse para o Big Brother provavelmente seria a 1ª a sair, já que costumo ser 8 ou 80, mas nessa viagem consegui ser 14, 37, 62.25 provando que eu estava errada novamente, que eu posso sim e devo ser mais flexível.
Foi como se eu tivesse vivido 1 ano em apenas 10 dias e voltei com a cabeça um pouco mais aberta. Espero sinceramente que o dia a dia não vá endurecendo-a novamente. Se ocorrer, nova desculpa para viajar, sempre!
E parafraseando minha amiga: "Espero que Paris nunca mais saia dentro de mim".
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Beijos e Bytes
Foi quando eu sumi por 10 dias (em outubro). Avisei meia dúzia de pessoas, arrumei as malas e fui para Florianóparis. aahaa (piada interna). Fui para Paris mesmo. A viagem me apareceu como uma oportunidade. Já tinha negado outros 2 convites internacionais e acho que seria um tremendo desaforo com o destino negar novamente.
Apesar de todas as dúvidas, questionamentos virginianos, todos os "não vai dar certo, não é a hora certa, não deveria sair assim e etc etc", um rápido e determinante lampejo ariano explodiu e me fez decidir viajar.
Foi a coisa mais certa a fazer. Não sei se teria me arrependido de não ir, pois sem saber o que me esperava, iria me conformar com a decisão. Mas com certeza, hj, depois da viagem, relembrando os momentos bacanas que passei, desistir da viagem teria sido uma grande pena.
Apesar de já conhecer Paris, ela me encanta completamente. É uma cidade linda, vibrante, que respira história, bom gosto e um estilo de vida invejável. Apesar do mau humor característico francês (não sei como eles podem ser assim) não senti em nenhum momento esse traço da personalidade deles. Fui com uma amiga e fomos muito bem tratadas. Obviamente que por falarmos francês (eu timida e precariamente) havia uma boa vontade maior do que se tentássemos somente o anglais.
E o que a Cidade Luz poderia me mostrar que eu não tivesse visto? Deveria recorrer ao guia e visitar somente as locações que não tinha ido de outra vez? Não, não. Não era o que ela iria me mostrar, mas como a charmosa capital se apresentou para mim desta vez.
Com a ajuda de minha amiga, conheci uma Paris menos turística, mais local. Fomos no melhor estilo slow trip, com longas paradas para o almoço, comer um doce típico, visitar as ruas mais badaladas e os pequenos becos conhecidos por poucos. Aproveitei para explorar melhor a gastronomia mais festejada do mundo, tomando vinho, experimentando a mostarda dijon, os queijos, as sobremesas, os molhos... Deixando a infinita dieta para o território nacional. Sentamos em um banco para apreciar o pôs do sol no Rio Sena e corremos em volta de suas margens. Visitamos a Sacre Coeur de noite e vi pela primeira vez a Torre piscando e faiscando fabulosamente de noite. Vê-la de qualquer ângulo, horário ou estação do ano é sempre impressionante.
Me emocionei com um concerto de Mozart na igreja Saint Sulpice e chorei copiosamente ao chegar na igreja Notre Dame acidentalmente justo na hora da missa das 18hs. Realmente uma benção e a certeza de que estava fazendo uma coisa boa. Rezei e acendi velas na maioria das igrejas, pedindo proteção para familiares/amigos queridos, agradecendo e finalmente pedindo um pouco de luz nessa minha cabecinha dura, que insiste em achar que a vida tem que ser muito levada a sério.
Na sequencia, esticamos a viagem até Amsterdã, totalmente desconhecida para ambas e que nos rendeu tb boas risadas e histórias. Bem menos radical e pervertidada do que imaginava, pensei que a cidade holandesa seria uma versão européia de Porto Seguro com pessoas caídas nas calçadas e putarias nas esquinas e becos.
De certa forma foi decepcionante descobrir que o Red Light District é passeio para crianças e família, mesmo de noite. E até os "nóia", são comportados e ficam restritos aos coffee shops. Mas divertido ver que as ruazinhas medievais abrigam igualmente padarias, farmácias, sex shops e lojas com todos os tipos, tamanhos e fomartos de pipes, ervas legalizadas e similares, de forma bastante civilizada e muitas vezes, bem humorada.
Enfim, Europa, né? O Velho Continente! Um senhor que já viveu de tudo, tem humor fino e boas maneiras.
Acho que a palavra que resume a viagem é generosidade, já que tivemos que conviver, eu e minha amiga durante os 10 dias e chegar à soluções que fossem boas para ambas. Claro que ela é muito querida para mim, mas tem seus interesses, opiniões e pontos de vista diferentes dos meus. Óbvio, ninguém é igual a ninguém. E assim em toda a viagem, fizemos praticamente tudo em conjunto e em comum acordo.
Costumo dizer que se eu fosse para o Big Brother provavelmente seria a 1ª a sair, já que costumo ser 8 ou 80, mas nessa viagem consegui ser 14, 37, 62.25 provando que eu estava errada novamente, que eu posso sim e devo ser mais flexível.
Foi como se eu tivesse vivido 1 ano em apenas 10 dias e voltei com a cabeça um pouco mais aberta. Espero sinceramente que o dia a dia não vá endurecendo-a novamente. Se ocorrer, nova desculpa para viajar, sempre!
E parafraseando minha amiga: "Espero que Paris nunca mais saia dentro de mim".
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Beijos e Bytes
25 de jul. de 2011
Vogue - Da série: Diálogos em Mim
- Deixa eu ver, melhorar o foco, luz do sol está a favor, arrumar o enquadramento. Diafragma e velocidade ok. Opa, uma borboleta, perae, perae. Isso, abre a asa, calma, não vai embora. Lá vai, vai ficar show. 1, 2 e...- Também quero! Depois tira uma minha!
- Aã? Quase perdi a foto da borboleta, caramba! Afoita, maluca! Não dá para tira foto nossa. Estamos sozinhas no parque.
- Ué, faz auto-foto, normal. Vou colocar os óculos escuros.
- Hunft. Auto-foto é bobo e nunca fica bom.
- Virgenzinha... isso ai é uma câmera digital. Vai tirando até ficar bom. Não gasta filme, viu? Tecnologia...
- Arianazinha, viemos aqui fazer fotos artísticas e sensíveis sobre a poesia das flores desabrochando no inverno.
- Bla, bla, bla. Então a gente pede para alguém tirar uma foto. Vamos ver quem.
- Vc está louca? E vamos emprestar a máquina para qualquer um?
- Ah sim, esqueci, essa máquina digital que veio de brinde na revista é muito cara e sofisticada.
- Meeeu, como vc
é debochada. A gente comprou na loja, na faça a loca. E vc bem que gosta das fotos que ela faz.
é debochada. A gente comprou na loja, na faça a loca. E vc bem que gosta das fotos que ela faz.- Auto-foto ou eu não vou parar de te importunar.
- Pena que não posso te afogar no lago, hunt. Fica parada e sorria, saco!
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Beijos e Bytes
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